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Obesidade x Câncer: um alerta!

Atualizado: 14 de ago. de 2022

Um estudo recente, publicado pela revista Nature Communications comprovou o que médicos já sabiam: indivíduos obesos ou acima do peso têm maior probabilidade de desenvolver mais de 13 tipos de câncer diferentes, entre eles, câncer de esôfago, estômago, pâncreas, vesícula biliar, fígado, intestino (cólon e reto), rins, mama – especialmente mulheres na pós-menopausa-, ovário, endométrio, meningioma, tireóide e mieloma múltiplo. A pesquisa afirma que a causa de alguns tipos de cânceres relacionados à obesidade seria a adaptação da célula ao ácido palmítico, derivado da gordura. Esta adaptação produz alterações nas células-tronco que, em vez de originarem tecidos saudáveis, tornam-se carcinogênicas. O estudo, realizado pela Universidade de Bergen, na Noruega, foi realizado com coleta celular de tumores de mama de 223 pacientes. O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), cirurgião do aparelho digestivo, Fabio Viegas, explica que o surgimento das doenças associadas à obesidade em pacientes que buscam tratamento para o excesso de peso é recorrente no consultório dos especialistas. “Sabemos que a obesidade está relacionada a mais de 20 tipos de doenças, como diabetes, hipertensão, doenças nas articulações e outras. Agora, novas evidências comprovam a relação entre o câncer e a obesidade. A nossa recomendação para os pacientes que se encontram em um quadro de descontrole do Índice de Massa Corporal (IMC) é para que procurem especialistas capacitados para reverter este quadro o quanto antes”, afirma Viegas. Segundo ele, a possibilidade da formação de células cancerígenas se deve ao estado de inflamação – de baixo grau mas persistente -, ocasionado pela obesidade. “À medida que se aumenta a gordura corporal, vemos uma predominância de substâncias inflamatórias e estas se relacionam com a resistência à insulina. A perda de peso está associada à redução das substâncias pró-inflamatórias e aumento das substâncias anti-inflamatórias”, explica. Além disso, pacientes obesos têm maior resistência à insulina, fazendo com que o corpo produza uma maior quantidade do hormônio, ativando mecanismos que promovem a duplicação celular, o que pode levar ao desencadeamento de tumores.


Critérios para indicação da cirurgia bariátrica A cirurgia bariátrica tem se mostrado uma ferramenta eficaz no tratamento de obesidade em pacientes com IMC acima de 35 ou doenças como diabetes tipo 2 sem controle com medicamentos. No Brasil, a cirurgia bariátrica pode ser indicada quando os pacientes atendem a critérios de peso, idade e/ou doenças associadas. Estão aptos os pacientes com Índice de Massa Corporal (IMC) acima de 40 kg/m², independentemente da presença de comorbidades; IMC entre 35 e 40 kg/m² na presença de comorbidades; IMC entre 30 e 35 kg/m² na presença de comorbidades que tenham obrigatoriamente a classificação “grave” por um médico especialista na respectiva área da doença. “O desafio para profissionais que atuam no tratamento da obesidade também cresce à partir do momento que cada vez mais pessoas, especialmente a população mais vulnerável, comem as chamadas calorias vazias, que não possuem nenhum valor nutricional e possuem altos índices de gordura e açúcares”, explica Viegas. Adultos jovens, com idades a partir dos 30 anos até 60 anos, quando estão com 10 a 20 kg acima do seu peso ideal, já entram numa faixa de risco para o desenvolvimento de diabetes tipo 2 e doenças do coração.




Leia a matéria original no site da SBCBM




 
 
 

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